terça-feira, 31 de março de 2009

Conselhos aos iniciantes

1 - Pratica não é tudo, estudem teoria;
2 - Aprendam Inglês;
3 - Usem filtro solar ( Pedro Bial )

sexta-feira, 27 de março de 2009

Histórias dos bastidores da Revista Nova Eletrônica nos anos 80

Eu no laboratório da Revista Nova Eletrônica em 1979


Trabalhei no Laboratório da revista Nova Eletrônica, na décadas de 70 e 80. 

A Revista Nova Eletrônica foi uma das melhores publicações sobre o assunto naquela época.

Trabalhar lá foi uma tremenda oportunidade de aprendizagem. Éramos uma equipe enxuta e bem entrosada e todos os meses havia uma tremenda correria para lançar pelo menos um Kit de algum projeto e escrever a alguns artigos.

As vezes as coisas iam as mil maravilhas, as vezes não. Isso rendia muitas histórias interessantes, engraçadas e as vezes inusitadas.

Tentarei, a medida que for lembrando, posta-las aqui.

A Foto acima é de Jorge Juppa, que na época era o responsável pelos desenhos técnicos da Revista. 


O Início


Renato Bottini e eu. Amigos e parceiros profissionais há mais de 37 anos.

Fevereiro de 2017 

Iniciei na Nova Eletrônica consertando kits da revista. No laboratório eu ainda consertava kits quando o Eng. Abraham Popovich, gerente do laboratório, pediu demissão e junto com Thomas Kovary fundaram a Microdigital. Foi então que foi contratado um novo Gerente o Eng. Renato Bottini.

Entre um conserto e outro, eu me dedicava (em off) a um projeto particular, de um circuito que fazia as mesmas funções de um brinquedo muito popular na época o GENIUS da ESTRELA.
Num dia, o Eng. Renato me pegou dando atenção ao meu projeto e me perguntou o que era aquilo. Pensei que seria uma bronca, quando ele me chamou a sua mesa para explanar sobre o projeto. Foi então que ele me convidou para  fazer parte da equipe técnica de projetistas  e então comecei a projetar kits e escrever artigos para a revista.

Depois de alguns anos, e muitas histórias, pouco antes do lançamento do CP200 o Eng. Renato Bottini saiu da Nova Eletrônica e pouco depois do lançamento, ele me convidou para trabalhar na ITAUTEC.
A ideia de lançar o NEZ80 foi do Sr. Joseph, um dos sócios e diretor da Filcres (empresa do grupo). Em uma conversa com ele, no início da produção na linha da Prológica, ele me confessou que estava apreensivo com o sucesso do projeto. No final foi um grande sucesso.

No início a intenção era lançar o computador na forma de kit. A ideia de kit foi logo abandonada, pois a montagem seria complexa demais e certamente causaria muita insatisfação aos leitores que não conseguissem montá-lo com sucesso.

Nesta época o laboratório da Nova Eletrônica, onde eu trabalhava, era em uma pequena sala na loja da Filcres. Foi lá que recebemos um exemplar do ZX-80 da Sinclair para examinar. Pouco sabíamos de computadores e me lembro de várias horas em frente a uma TV Philco, usada como monitor, lendo o manual do ZX-80 e teclando programas simples em BASIC para aprender a linguagem.

Eu achava o máximo, pois foi um dos primeiros computadores realmente com linguagem de alto nível (BASIC) e que qualquer um podia ter e programar. Nesta época os poucos kits do computadores eram meramente didáticos e somente programável em linguagem de máquina, ou seja, somente para o pessoal técnico.

O processo de “nacionalização” foi tranqüilo, basicamente foi desmontar o original, copiar o layout da placa de circuito impresso, o software e produzir uma caixa  e o teclado.
A única adaptação foi uma pequena mudança no circuito para acomodar o software em uma memória EPROM (regravável) , pois o original usava uma memória ROM (era fabricada já com o software e não podia ser regravada). No mais somente adaptar e escrever um manual nacional.
Os computadores da linha NEZ fizeram um enorme sucesso. A linha de produção da Prológica quase não dava conta. Havia lista de espera.

Embora a Equipe de desenvolvimento da Revista Nova Eletrônica fosse muito enxuta, nesta época apenas 5 pessoas (incluindo uma secretária), eu tive que ser deslocado para acompanhar a linha de produção do NEZ80 na Prológica.


Além de treinar os técnicos para os testes e consertos na Linha de produção, tive que consertar e testar pessoalmente muitos exemplares. Não tenho condições de dizer quantos foram produzidos, mas posso afirmar que naquele momento foi a maior linha de produção da Prológica, os números somente foram ultrapassados com os modelos do CP500, impulsionado pelo Projeto Ciranda.


LIRPA e LIRPA GT





Quem lembra do artigos na Revista Nova Eletrônica (não lembro em que número) que descrevia um sistema para tocar discos de vinil, onde o disco de vinil ficava parado e a agulha circulava em um carrinho e transmitia (via rf) o sinal para um receptor ?

Pois é, este artigo foi uma enorme "gafe", e foi copiado de um artigo de outra revista importada ( que não me lembro o nome ). Este artigo ( original ) celebrava o primeiro de abril ( LIRPA = APRIL ao contrário ).

O engraçado é que nem o pessoal da redação da Nova Eletrônica sabia do absurdo que era aquilo e publicou. O sistema éra tão absurdo ao ponto de dizer que o sinal de RF emitido pelo carrinho era prejudicial a saúde e que o ouvinte deveria vestir uma roupa blindada especial. 

Bom, depois de descobrir a verdade sobre o artigo, o pessoal da redação decidiu publicar um novo artigo onde descrevia o LIRPA GT, ai, já "chutando o pau da barraca".


NE Z80 e NE Z8000








Bom, quem viveu aquela época sabia que os dois micrinhos eram cópias do Synclair Inglês.

Quando lançamos o NE Z80, pouco depois foi lançado o BASIC Científico pela Synclair. Um belo dia, um proprietário do NEZ80, residente em Brasilia, ligou para o Laboratório da revista Nova Eletrônica pedindo ajuda.

Ele trouxe do exterior um Kit da Synclair que transformava o BASIC comum em BASIC Científico. Este kit era composto de uma ROM e uma membrana de teclado que implementava as novas funçoões matemáticas.

Ele não conseguia fazer funcionar no NEZ80. Eu "pesquei" logo o porque não funcionava. 


Acontece que o NEZ80 usava EPROM e o sinal de CS (Chip Select) da EPROM era invertido em relação a ROM original.

Não tinhamos, ainda, este kit para implementar no NEZ80. Pedi, sem muitas esperanças, para o rapaz de Brasilia enviar o KIT que nós analisaríamos  o problema para ele. E não é que ele enviou mesmo!

Bom, dai foi copiar a ROM e teclado foi para nosso desenhista. Nós do Laboratório decidimos ( em off ) que iríamos recompensar o rapaz de Brasilia e ficamos com a ROM original, enviando uma EPROM com o novo software gravado  para ele colocar em seu NEZ80 e mais um  NEZ80 com o novo Basic ciêntífico.

Foi assim que nasceu o NEZ8000



O PROTECAR e a Brasília do Chefe.





Numa época de minha vida, coincidente com a época em que trabalhei na Nova Eletrônica, eu era fadado a inusitadas coincidências. Essa foi uma delas.

Em uma das edições fizemos uma versão para carro do alarme ultrasônico. Para variar, tudo tinha que ser desenvolvido, testado, descrito e se tornar um kit em menos de um mês, uma loucura.

Na fase de testes nós, simples técnicos, tínhamos que testar o alarme em um carro, porém, como simples técnicos, ninguém tinha um carro para isso. A solução foi convencer nosso gerente a emprestar a sua Brasília 0k novinha em folha, como cobaia.,

Eu me encarreguei de ficar uma manhã inteirinha no maior carrinho instalando, anotando os procedimentos e testando o alarme, isso com nosso gerente atras do meu ombro para se certificar de que nada ficaria fora de lugar e que nada seria feito, ou mau feito, no bólido dele. Na hora do almoço, tudo instalado e testado, nosso gerente pegou a Brasília e foi almoçar.

Não demorou muito, ele liga de um orelhão (não existia celular ainda) aos berros, pedindo para que eu pegasse um taxi e fosse encontrá-lo, com ferramentas e instrumentos, no estacionamento de um banco a alguns kilometros da Nova Eletrônica. Chegando lá, encontrei-o, quase louco, o alarme arrancado do painel, os fios pendurados e a Brasília morta.

Ele esbrevejava, dizendo que o alarme tinha danificado o carro e que nem acendia mais nenhuma lâmpada se quer. Bom, depois de acalmá-lo, religuei os fios originais do carro e para nossa surpresa, a Brasília continuava morta, carro nem dava sinal de vida.

Depois de alguns testes e um tempinho a mais, verifiquei que não havia energia no carro. Fui até a bateria e, pasmem! O cabo da bateria de uma Brasília novinha estava com mau contato no terminal de terra, Foi necessário retira-lo, limpar os contatos e apertá-lo.

Dai a Brasília voltou à vida, Uma coincidência incrível, pois é um defeito que só apareceu naquela hora, não é um defeito comum e nada tinha a ver com a instalação do alarme. Nosso gerente entendeu que não tínhamos nada a ver com a pane na Brasília.

Ao voltar para a Nova Eletrônica, eu reinstalei o alarme, tomando o cuidado de apertar os cabos da bateria, novamente.

À noite nosso gerente foi para casa e depois de voltar da faculdade ele não pode colocar a Brasília na garagem de casa, pois sua mãe tinha feito uma reforma e o piso da garagem estava com o cimento fresco. Então ele teve que deixar a Brasília estacionada na rua, em frete a sua casa.

Lá pelas 3 da manhã, o alarme utrasônico disparou!

Ele saiu da cama xingando todo mundo, inclusive minha mãezinha, só não ligou para todos os técnicos, porque não existia celular, eu nem tinha telefone na minha casa.

Chegando na Brasília, junto com a mãe e o irmão, ele percebeu que a porta do carro estava entreaberta. Resultado, a instalação do alarme impediu que ele ficasse sem o carro, que por sinal, nem tinha seguro.

E o alarme foi lançado na próxima edição da revista, testado e aprovado.
 



NEZ80 e o controle de natalidade




Após o lançamento do NEZ80 pela Prológica Microcomputadores, que a princípio era para ser um Kit da Nova Eletronica e foi desenvolvido por nós e não saiu como KIT pela complexidade da montagem, eu foi encarregado de acompanhar o início da produção na linha de montagem da Prológica.

Tudo ia muito bem até que num dia, resolvi fazer um programa que realmente tivesse utilidade e que coubesse na estupenda memória do NEZ80, 1KB.

Nas horas de folga na fábrica, eu começei a desenvolver um programinha que mostrava, em um gráfico, os dias em que a mulher ficava fértil, era baseado no primeiro dia da mestruação e também na medida de temperatura diária.

O programa calculava, qual a faixa de dias a mulher, provavelmente, poderia engravidar. O resultado, era um gráfico, onde os dias férteis apareciam em negrito. Eu, inocentemente, usava este programa para testar algumas unidades de NEZ80 na produção.

A produção era composta de 99% de mulheres, e depois que uma delas viu o programa e pediu para eu calcular o período dela, as outras logo ficaram sabendo e começaram a fazer fila, na minha mesa para usar o programa e logo a notícia se espalhou rapidamente.

Não demorou muito o Sr. Joseph que era um dos diretores do grupo, me chamou em sua sala, para saber o que estava acontecendo, e o que era exatamente aquele programa. Pensei que ia tomar a maior bronca, mas o que realmente aconteceu foi que o programa fez tanto sucesso que acabou sendo publicado na revista, o que eu nem tinha imaginado quando o escrevi.

Só coloquei uma condição para a publicação do programa, que fosse acompanhado do seguinte texto:

" O autor não se responsabiliza pelas consequências do uso do programa, que foi concebido simplesmente para uso didático..."

Fico pensando quantas pessoas não existem hoje e que podem ser considerados " filhos do NEZ80 "

Alguém já assistiu o filme "A geração de Proteu" de 1977 ?

http://www.interfilmes.com/filme_19132_A.Geracao.de.Proteus…

Se não assistiu, assista pois vale a pena.




O Bip do Power 200

Alguns já devem saber que muitos projetos e artigos da Nova Eletrônica eram "baseados" em projetos de revistas estrangeiras. O Power 200 não fugia à regra e se não me engano, veio da revista Elektor Inglesa.

Depois de concluído, instalamos um dos protótipo como sistema de PA na fábrica da Prológica. Em uma noite, daquelas que inevitavelmente tinha-mos que ficar até mais tarde, eu vi que no alto falante do PA havia um bip cadenciado e com o período bem definido.


Aquilo nos deixou com a pulga atrás da orelha, pois o Power 200 era para ser um amplificador de Hi-FI e aquele bip era indesejado. No dia seguinte começamos a investigar, em outro protótipo, e realmente o bip aparecia a uma cadência de +- 1 a cada 4 segundos. Foi um festival de blindágens, filtros, mudança de circuito, polarizaçào, o diabo a quatro e... nada do bip sumir.


Ficamos quase uma semana investigando e nada de descobrir, até que um dia...


Eu estava, à noite, comendo um sanduiche na varanda do prédio da Nova Eletrônica, ouvindo aquele beep insuportável, quando meus olhos votaram-se para o aeroporto de congonhas, o laboratório da Nova Eletrônica ficava na Av. Sta. Catarina ao lado e a uns 3 quilômetros do aeroporto, percebi então que o bip coincidia com o momento que a antena de radar apontava para nosso prédio. Estava lá o causador do bip.


Alguma junção estava demodulando o sinal de radar e causava aquele maldito bip. Como o problema somente acontecia com aquela enorme fonte de radiação de microondas ( coitado dos vizinhos do aeroporto ) não tomamos nenhuma medida de correção no circuito. Se alguém próximo ao aeroporto montou o Power 200, certamente teve o mesmo problema.


Ah!, o Power 200 não tinha, e nem chegava próximo dos 200W RMS, somente entregava +- uns 20W RMS por canal, era baseado num chip da National, com saida num par de 3055 e 2955. Naquela época existia o artificio de marketing da potência IHF ( potência dinâmica ou potência musical ).


Se fosse hoje ele seria anunciado com uns 10.000W PMPO.



Do manuscrito ao artigo final - 1981.


Época em que não existiam computadores gráficos a disposição.











GHOST WRITER!






Em abril de 1981 um de meus artigos na revista Nova Eletrônica eu assinei com o nome de minha esposa.





O Nascimento do CP200




O Projeto do CP200 foi uma iniciativa solitária, e desacreditada, minha, na tentativa de fazer o SLOW no NE-Z8000. Como o software do NEZ-8000 era idêntico ao ZX81, era só reproduzir a lógica do ZX81 que o SLOW funcionaria.

O problema era que o ZX81 tinha um hardware com chip dedicado, o que dificultava a clonagem. Trabalhei por várias semanas, em um trabalho paralelo, com muitas pontas de provas de um analisador lógico HP plugado em um ZX81 e inúmeras folhas de impressão matricial com o "disassembler" do código do da ROM original. No final o circuito saiu. Não era a lógica idêntica e totalmente compatível com a do ZX81, mas funcionou.

Nas versões mais novas do CP200 essa lógica foi revista, o que a tornou mais compatível com a original. Cheguei a implementar a lógica em vários NE-Z8000, mas a decisão do marketing foi de lançar um novo computador, o CP200.

Este foi meu último projeto ainda na Revista Nova Eletrônica. Após concluir o CP200, fui convidado a trabalhar na ITAUTEC, que estava prestes a lançar o I7000. Alguns anos depois fui novamente convidado a voltar ao grupo de empresas a qual a revista pertencia, só que desta vez na Prológica.



A Homologação do Walkie Talkie






Este pequeno transceptor operava na faixa do Cidadão em 27 Mhz. Não precisava, mas fizemos questão de avalia-lo no laboratório da VASP no aeroporto de Congonhas, que era um dos laboratório credenciado pelo antigo DENTEL.

O Walkie Talkie foi homologado pelo DENTEL, cuja homologação foi citada em um exemplar posterior da Revista.

Foram várias viagens, para cumprir a burocracia, até a sede do DENTEL em Brasília até a conclusão do processo de homologação.





O Walkie Talkie do exemplar número 4, de maio de 1077.

Quem lembra do Walkie Talkie PX, da faixa do Cidadão, que aparece no artigo do primeiro Kit de frequencímetro na Revista Nova Eletrônica numero 4? Olha meu exemplar, na minha bancada, hoje em dia! 

É um rádio Tokai Japonês de um único canal (7), com uma antena com quase 1/4 de onda ( cerca de 2 metros de altura ) e uma potência de 200 mW. Este exemplar, adquiri em 1976 e foi fabricado na década de 60. 

Tem uma sensibilidade tão grande que, em determinadas condições de propagação e com antena externa, eu conseguia em Santos - SP ouvir transmissões oriundas da Itália. Claro que com esta potência de transmissão eu somente conseguia chegar até alguns quilômetros.




2015

1977



Gadgets com microcontroladores AVR

Ultimamente, estou viciado em projetos utilizando microcontroladores AVR. São poderosos, versáteis, fáceis de encontrar e principalmente baratos.

Hoje com os compiladores BASIC e C, a programação e utilização está praticamente ao alcançe de todos os entusiastas em eletrônica.

Nas minhas pesquisas na NET deu para juntar uma série de projetos e gadgets bastante interessantes e a maioria de baixíssimo custo.

Aqui estão alguns deles:

Osciloscópio terminal

Muitas vezes precisamos de uma forma rápida e prática de visualizar os dados enviados pelos nosso projetos através da interface serial, ou seja para debug, ou para visualizar dados adquiridos de algum sensor ou interface.

Na maioria das vezes, pensamos em enviar os dados para um display LCD. O LCD tem uma capacidade limitada, com relação ao número de caracteres a serem mostrados.

O este projeto apresenta uma forma prática e funcional para a visualização de dados da serial.
Ele apresenta os dados em uma tela de osciloscópio comum, podendo ser facilmente construído e incorporado aos instrumentos de sua bancada.

http://www.dutchtronix.com/TerminalH2-0.htm

TV Terminal


Na mesma linha do projeto anterior este aqui envia os sinais para uma TV comum ou monitor com entrada de vídeo composto.
Além de mostrar os dados recebidos pela serial, este projeto implementa uma interface para teclado PS/2, enviando os caracteres teclados pela mesma serial.

É um terminal completo e compacto, costruído com apenas um ATMEGA8 e alguns componentes passivos.

http://www.serasidis.gr/circuits/TV_terminal/Small_TV_terminal.htm

Gravador USB para a linha AVR


Existem vários gravadores para microcontroladores AVR na net. Alguns usam a interface serial RS232, outros usam interface USB.
A maioria dos novos computadores não possuem mais interface serial, o que nos obriga a utilizar adaptadores USB > RS232 para "tentar" usar os gravadores que utilizam a interface serial RS232. Quando esta adaptação funciona, o processo de gravação é, por vezes, muito lento.
Alguns gravadores, utilizam a interface USB, porém, seus circuitos são projetados em cima de controladores que possuem interface USB na sua arquitetura. Estes controladores são difíceis de encontrar e seu preço, as vezes, proibitivo.
O Projeto do gravador a seguir utiliza um ATMEGA8, cuja interface USB foi implementada por software. O circuito utiliza poucos componentes, é bastante compacto e de custo bastante convidativo.
Ele utiliza o software AVRDUDE, bastante popular, para a gravaçao. Este software tem o inconveniênte de ser operado por linha de comando, porém existem várias GUIs disponíveis na net.

http://www.fischl.de/usbasp/


Scanalogic, um analizador lógico com excelente performance e um minúsculo circuito


Um excelente analizador lógico, baseado num Atmega16, com taxa de amostragem de até 4 milhões por segundo, que funciona conectado a uma interface serial RS232 do pc ou através de um adapatador USB > RS232.

Para baixar os arquivos é necessário fazer um cadastro gratúito no site do desenvolvedor.

http://www.ikalogic.com/scanalogic_home.php

O primeiro passo...

Depois de muito relutar, hoje inicio o blog.

Neste espaço, pretendo compartilhar dicas, artigos interessantes, projetos, opiniões e tudo o mais que se relacione com Eletrônica, analógica e digital.

Dicas, críticas e sujestões serão, sempre, bem vindas.