quarta-feira, 15 de março de 2017

Fabricando placas de circuito impresso pelo processo de transferência térmica

Este assunto e as correspondentes duvidas e descrenças são sempre recorrentes. 

Utilizo este processo profissionalmente, para prototipagem e pequenas produções, e posso atestar que é um processo bastante simples com a melhor relação custo beneficio. Se bem realizado produz placas com aspecto profissional.

A prensa que utilizo pode ser substituída pelo ferro de passar roupas, porém a temperatura, o tempo de aquecimento e a pressão deverão ser definidos por tentativas e erro.

Mesmo que o volume de fabricação seja moderado, o investimento em uma prensa como esta é justificado. Muita gente cogita a compra de routers para a fabricação de placa e com certeza o custo com aquisição de um router será bem mais elevado e os resultados limitados.

Neste vídeo mostro o processo do começo ao fim em uma placa de protótipo para o som de um simulador de vôo.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Relógios, eu adoro Relógios!



Desde adolescente adoro relógios e constantemente me vejo olhando vitrines a procura de algum interessante.

Quer me dar um presente? Me dê um relógio de pulso! 

Meu primeiro relógio digital, em meados da década de 70 foi um modelo a LED cujos dígitos acendiam ao se tocar a moldura do display. Lembro que o primeiro relógio digital que vi foi no pulso do apresentador Silvio Santos, que fez questão de exibir a novidade em um de seus programas.

Recentemente construí 4 relógios, um de prateleira, um rádio relógio e dois de pulso.


O modelo retro-pós-moderno

Este é minha última criação, construído com um microcontrolador da linha Attiny. O intuito foi usar componentes normais ( não os minúsculos SMDs ), deixa-los aparente e mesmo assim manter o relógio com um tamanho de um relógio de pulso médio.

Alguns truques de design eletrônico e programação foram usados a fim de minimizar o número de componentes, otimizar o consumo e permitir a miniaturização, como multiplex de segmento e não de dígitos e um único resistor limitador de correntes dos segmentos.




O aspecto retrô do mostrador ficou por conta do minúsculo display bubble da HP lembrando o design dos relógios de pulso pioneiros e das calculadoras científicas da década de 70. 


Em desenvolvimento



Componentes e placas


Vídeo dele em funcionamento



Modelo Steampunk

Este outro, irmão mais velho dele, remete ao estilo Steampunk e foi construído em madeira, latão, cobre, couro e vidro. O circuito, diferente do modelo acima que foi construído, foi aproveitado de um relógio digital de LED baratinho, destes vendidos em camelô.


Os dois irmãos


Em um pulso feminino

Partes do modelo steampunk







Rádio Relógio Steampunk

Este rádio relógio construí aproveitando componentes de outros aparelhos e alguns itens domésticos. As cornetas de som, são copos de sorverte Sundae, a caixa de madeira era um porta-bijouterias da minha esposa, as teclas são botões de latão, e assim vai. 

O relógio possui displays com tubos Nixie da década de 60 e também é controlado por um microcontrolador.

Ele reproduz musica a partir de pendrive, cartão SD, CD e Rádio FM e também desperta.




Testes com o circuito e tubos Nixie












Na cabeceira de minha cama



Relógio de prateleira

Este de parede, ou melhor de prateleira, foi inspirado no relógio derretido de Salvador Dali.



Imagem da internet


Utiliza um mecanismo padrão de relógios de parede com uma modificação para que os ponteiros andem no sentido anti-horário.

Outra inspiração foi a música Time do LP Dark Side of the Moon do Pink Floyd. A etiqueta do disco também foi refeita e derretida.












sábado, 7 de janeiro de 2017

Meu CP500 Prológica na versão Nanico





Em 1984, depois que saí da Revista Nova Eletrônica, e após uma breve passagem pela ITAUTEC, fui convidado a fazer parte da equipe de desenvolvimento dos computadores pessoais da Prológica Computadores. 

Minha primeira tarefa na engelharia da Prológica foi ler e entender  de “cabo a rabo”,  o manual técnico do TRS80 modelo III da Tandy norte americana. Foram vários dias de calor infernal, onde o sono pegava e às vezes eu chegava ao final de uma página e nem lembrava o que havia lido no início dela. A leitura tinha somente um objetivo, eu trabalharia no desenvolvimento do CP500.



Trabalhei em varias fases do CP500, uma versão brasileira do TRS80 III da Tandy, no desenvolvimento do vídeo de 80 colunas para receber o sistema operacional CP/M  que resultou no CP500 M80, no desenvolvimento dos circuitos integrados com lógica customizada visando o redimensionamento da placa de circuito impresso, criando o CP500 M80C, na reconfiguração do hardware para dobrar o clock da CPU e criar o CP500 M80 TURBO, também no teclado capacitivo e alguns outros periféricos. Trabalhei em inúmeros outros projetos e computadores, incluindo o CP400 color, e são histórias para contar em outra oportunidade.


Imagem da internet



Imagem da internet



Anúncio comercial do CP500 


Tanto envolvimento íntimo com o CP500 e não tive a oportunidade de ter o meu próprio.

Recentemente resolvi fazer um “clone” do CP500 e, por falta de espaço para acomodá-lo, resolvi construí-lo em escala reduzida.  O CP500 nanico seria na escala apropriada para que eu pudesse utilizar um velho monitor de aproximadamente 5”, retirado de encosto de cabeça de carro.

Para a plataforma de software, depois de testar alguns emuladores, resolvi utilizar o SDLTRS. O SDLTRS é um emulador multi plataforma (Windows, Linux e MAC) gratuito e fornecido sobre a licença GNU, quanto ao hardware  a escolha mais indicada, devido às dimensões e flexibilidade, foi o Raspberry PI 3,  o que me da à possibilidade de utilizar o nanico como uma plataforma de desenvolvimento muito elegante além de central de jogos.

O primeiro desafio na construção foi desenhar o gabinete, que somente foi possível com a ajuda do amigo Claudio Henrique Picolo, proprietário de um verdadeiro CP500 M80C. Ele fez algumas fotos da sua máquina acrescentando algumas medidas. As medidas que não estavam incluídas nas fotos foram calculadas com simples regra de três.  


Uma das fotos de Claudio Henrique Picolo com medidas


Após a determinação de todas as medidas originais apliquei a escala adequada e recortei as partes a laser em retalhos de MDF.
Um dos primeiros desenhos, com algumas partes.


MDF cortado a laser

















Gabinete do nanico pronto para a pintura



Primeiros testes com o Raspberry Pi


Painéis traseiros ( som. vídeo, Ethernet, USBs, SD card )


Painel lateral 
(O controle indicando brilho, ficou sendo de volume do som)


Interior ainda inacabado


O segundo desafio foi o teclado funcional.

Feito com eletrônica a cargo de um microcontrolador ATMEGA 8535 com interface USB para a conexão ao Raspberry PI. As teclas em escala foram construídas com resina. 

O controlador do teclado também é responsável pelo controle da carga dos disketes virtuais. Ao ser inserido um disco virtual nos drives o controlador lê um código binário através de furações no diskete e carrega o equivalente do SD Card.



Modelos de algumas das teclas


Painel frontal dos drivers em escala.



Bloco dos drives já montado, aguardando a eletrônica
(vide os furos que identificarão o diskete inserido)





Sendo o SDLTRS um software livre, me permitiu modificá-lo para a emulação dos LEDS e som dos mecanismos.






Operação com disketes ( LEDs e som do mecanismo )



Rodando o Retropie, plataforma de jogos.



Disketes virtuais em escala, com furos de identificação


Controlador do teclado e placa de teclas


Placa com as chaves das teclas


Conferindo o alinhamento das chaves do teclado




Links interessantes:

Emuladores TRS80

Blog Raspberry Pi

Pagina com informações sobre o CP500 Prológica

Sobre a Prológica

Sobre a Tandy Corporation

Tandy trs80 service manual

Manual técnico do CP500

DOS 500 – Sistema de operação de disco do CP500 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Quando não havia Google!

Quando não havia computadores acessíveis... 
Quando não havia internet...
Quando não havia emuladores...
Quando conseguir um destes era difícil...
Quando não haviam desculpas "...procurei em todo lugar alguma referência e não achei"...

Em 1979, na revista Nova Eletrônica, algumas das minhas respostas estavam aqui.

Este exemplar veio direto fundo do meu baú.

Hoje está até muito fácil. 

http://www.americanradiohistory.com/Archive-Handbooks-Miscellaneous/Federal-Reference-Data-Radio-Engineers-4th-1956.pdf












quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Arduíno da década de 80?

Arduíno é para os fracos !

Esta é a placa protótipo da CPU de um controlador que fiz para o controle de prensa hidráulica, em meados da década de 80.


Placa protótipo original

Utiliza o microcontrolador 8032 com interpretador BASIC MCS Basic-52 da INTEL, instalado na EPROM e o programa de controle armazenado em RAMs 62256.

Como ainda não  existiam EEPROMs, as RAMS precisavam estar constantemente alimentadas e uma parte do circuito garante a integridade dos dados nas RAMs através de uma bateria de NiCa. 

A carga do programa e a comunicação com o ser humano é através de qualquer terminal RS232 qualquer. 

Achei esta placa remanescente em um cantinho do meu sotão e o esquema original, impresso em impressora matricial 132 colunas,  nos meus arquivos secretos.



Esquema elétrico original ( clique para ampliar )


Como ainda não  existiam EEPROMs, as RAMS precisavam estar constantemente alimentadas e uma parte do circuito garante a integridade dos dados nas RAMs através de uma bateria de NiCa. 

A carga do programa e a comunicação com o ser humano é através de qualquer terminal RS232 qualquer. 

Achei esta placa remanescente em um cantinho do meu sotão e o esquema original, impresso em impressora matricial 132 colunas, 


O controlador era montado em um painel, juntamente com todos os elementos de controle de potência. O software supervisório (no monitor ao lado), que rodava em um PC 386, foi elaborado em QBasic rodando em DOS e com interface gráfica feita na unha!


O primeiro painel com o controlador instalado



Eu (a esquerda)  e Fábio Ramirez (a direita) 
em uma das madrugadas, depurando o painel.



O manual do poderoso MCS BASIC-52 da Intel pode ser baixado aqui:

http://www.nomad.ee/micros/Basic52Manual.pdf

O código hex da versão MCS BASIC-52 V1.3 pode ser baixado aqui:

http://www.dos4ever.com/8031board/version_1p3_hex.HEX

Neste site há inúmeras informações, incluindo um emulador, para quem quer montar uma versão mais "moderninha" do MCS BASIC-52:

A Tiny 80(C)32 BASIC Board


Divirtam-se e comentem com suas experiências.